Os vermes de corpos achatados são, exemplos: a solitária, esquistossomo.
As Planárias
Os platelmintos que causam doenças, como a solitária e o esquistossomo, são vermes parasitas, ou seja, que vivem à custa de outros seres vivos. Mas existem vários platelmintos que vivem livremente e podem ser encontrados em ambientes aquáticos - na água do mar ou na água doce - ou em terra úmida. Um exemplo são as várias espécies de planária, que podem medir de alguns milímetros a 60 centímetros de comprimento.
As planárias possuem dois olhos, que podem ser comparados a ocelos.
São capazes de perceber a luz, mas não de formar imagens.
Têm boca, mas ela não fica realizada na região da cabeça, e sim se encontra-se na região mediana do corpo, em posição ventral.
São hermafroditas. Mas são necessários dois indivíduo para que a reprodução ocorra.
Podem se reproduzir assexuadamente também. Para isso, ela se espicha e se divide em duas. Cada uma dessas partes regenera uma planária completa.
Não são parasitas.
Reprodução Sexuada:
Reprodução Assexuada:
Fontes:
Texto: Livro de Ciências, 7, Vida na Terra, página 129, Projeto Teláris, Fernando Gewandsznajder, Editora Ática
Imagens: 1ª: http://lucaseeduardo603.blogspot.com.br/2010_08_01_archive.html
2ª: http://biocurioso.blogspot.com.br/2010/08/voce-conhece-planaria.html
As Tênias ou Solitárias
São platelmintos parasitas que passam parte de seu ciclo de vida no intestino delgado humano e provocam uma doença chamada Teníase.
A maioria mede 3 metros e 8 metros de comprimento e têm a aparência de uma longa fita.
É formada por uma cabeça, ou escólex, com ventosas (órgãos que fixam o parasita no intestino por sucção) e grande número de segmentos corporais chamados de proglotes ou proglótides. No escólex da tênia do boi ( Taenia saginata) existem apenas ventosas; na tênia do porco ( Taenia solium), além das ventosas, há ganchos que fixam o parasita no intestino delgado.
2ª:
São hermafroditas.
Cada proglote (segmento) do corpo delas possui útero, testículos, ovários e outros órgãos dos sistemas reprodutores masculino e feminino. A diferença é que a planária precisa de um parceiro para a reprodução, já a tênia fecunda a si própria (autofecundação) dobrando o corpo e unindo dois segmentos para trocar espermatozoides.
Após a fecundação, os segmentos maduros, isto é, cheios de ovos, se desprendem do corpo do verme e saem com as fezes do hospedeiro.
Se não existirem instalações sanitárias adequadas (rede de esgotos ou fossa) no local de eliminação das fezes, os ovos podem contaminar a água e os vegetais.
Quando os ovos são ingeridos por um porco ou um boi, deles saem larvas que se instalam nos músculos do animal (no boi, no caso da Taenia saginata, ou no porco, no caso da Taenia solium).
Instaladas nos músculos (a carne do hospedeiro), as larvas se transformam em pequenas bolsas cheias de líquido, chamada de cisticercos. Os cisticercos parecem pequenas esferas brancas. Por isso, são popularmente chamados de ''canjiquinhas''.
No interior do cisticerco encontra-se o futuro escólex da tênia.
1ª:
Quando uma pessoa come uma carne contaminada, a larva atinge seu intestino delgado, onde se desenvolve. Às vezes a pessoa não apresenta sintomas, outras vezes, sente dor no abdome e fraqueza, além de apresentar perda de peso.
A tênia passa por dois hospedeiros em seu ciclo vital. Um deles é o boi ou o porco, chamados de hospedeiros intermediários, porque abrigam a lavra do verme. O outro é o ser humano, denominado hospedeiro definitivo, porque aloja o verme já adulto.
Quando os ovos da Taenia solium são ingeridos por uma pessoa, as larvas podem se instalar nos músculos, cérebro, coração, olhos e em outros órgãos. As larvas formam os cisticercos, que provocam lesões sérias se não forem removidos (por cirurgia) ou destruídos (por medicamentos). Essa doença é conhecida como cisticercose.
O diagnóstico da teníase é feito pelo exame de fezes. Há medicamentos que matam as tênias,mas, como em várias outras doenças, para interromper o ciclo do parasita as medidas preventivas são muito importantes.
- instalação de fossas ou rede de esgotos adequadamente tratados.
- fiscalização da carne nos abatedouros.
- ingestão de carne bem passada
- hábitos de higiene pessoal, como lavar sempre as mãos antes de manipular alimentos, depois das evacuações e antes das refeições.
Fontes:
Texto: Livro de Ciências, 7, Vida na Terra, páginas 131 e 132, Projeto Teláris, Fernando Gewandsznajder, Editora Ática
Imagem: Tem no Livro de Ciências, 7, Vida na Terra, páginas 131 e 132, Projeto Teláris, Fernando Gewandsznajder, Editora Ática
O Esquistossomo
Provoca a doença esquistossomose (também chamada de ''doença do caramujo''), presente em vários países da América Latina e da África. No Brasil, a doença é mais comum no Nordeste e no norte de Minas Gerais, mas também há registros em outras regiões.
Têm sexos separados. O macho tem cerca de 1 centímetro de comprimento e costuma abrigar a fêmea, que é mais longa e fina, em um canal do corpo. Na ocasião da postura dos ovos, a fêmea abandona o corpo do macho.
1ª:
Vivem nas veias do fígado e do intestino delgado do ser humano.
Entre outros sintomas, podem provocar diarréia, problemas no fígado, pâncreas, baço e intestino, além de dores no abdome. A barriga da pessoa contaminada fica muito dilata por causa do acúmulo de líquido (plasma do sangue). Por isso, a doença também é conhecida como ''barriga-d'água''.
Quando a fêmea põe os ovos, estes atravessam as paredes das veias e do intestino e caem no espaço interno desse órgão, sendo eliminados com as fezes do doente.
2ª:
3ª:
Quando os ovos atingem a água doce (lagos, lagoas ou riachos, margens de rios e canais de irrigação, por exemplo), eles originam pequenas larvas, os miracídios (com cerca de 0,16 milímetros de comprimento).
4ª:
Os miracídios penetram no corpo de certos caramujos que têm a concha espiralada e achatada lateralmente.
Dentro do caramujo, os miracídios se multiplicam e se transformam em outras larvas, as cercárias (com cerca de 0,3 milímetros de comprimento).
As cercárias saem do caramujo e nadam livremente na água.
As larvas podem penetrar no corpo do humano, através da pele das pessoas que entram na água contaminada de lagos, lagoas ou riachos para nadarem, tomar banho, pescar, etc. O local em que elas penetram fica vermelho, dolorido e coça.
Pela circulação as larvas chegam as veias do fígado. Depois migram para as veias do intestino, aonde chegam já transformadas em vermes adultos, machos e fêmeas, que vão acasalar e produzir ovos.
Embora os vermes possam ser eliminados com o uso de medicamento, é muito importante as medidas preventivas, como:
- Implantar sistemas de canalização e tratamento de esgotos para impedir que os ovos atinjam a água,
- Fornecer água de boa qualidade à população e informá-la sobre a doença e o modo de transmissão, para que se evite o contato com a água contaminada;
- Combater o caramujo da doença. Para isso podem ser usados produtos químicos ou o controle biológico, utilizando-se, por exemplo, peixes que se alimentam do caramujo, como a tilápia, o tambaqui e o piau.
Fontes:
Texto: Livro de Ciências, Vida na Terra, 7, páginas 133 e 134, Projeto Teláris, Fernando Gewandsznajder, Editora Ática
Imagens: 1ª: http://www.newtonalmeida.com.br/2013/08/os-platelmintos-parasitas.html,
2ª: http://divulgarciencia.com/author/qi-educacao/page/2/,
3ª: http://reginabiologia.tripod.com/reinoanimal.html e
4ª: http://www.lagoaolhodagua.com.br/2012/12/opiniao-sem-explicar-como-prefeitura-de.html



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